sexta-feira, 19 de outubro de 2012

1EM: Continuidade e progressão

4º bimestre, atividade 4

Copie o texto abaixo para o Word, identifique e justifique seus elementos de continuidade e progressão, logo depois de cada parágrafo, de acordo com o exemplo dado.

Salve como 1EM_404_Seu nome e envie para dcordas@terra.com.br, com o assunto 1EM.


A internet e a roda

Carlos Heitor Cony

Continuo indeciso diante do universo virtual, notadamente do tipo de comunicação instantânea e barata que a internet nos dá. Evidente que dela me beneficio, tal como me beneficiei do computador.

Progressão:
- indecisão quanto ao valor da comunicação oferecida pela internet;
- reconhecimento de seus benefícios.

Continuidade:
- “internet”, retomando “universo virtual”;
- “dela”, retomando “internet”;
- “tal como”, dando a ideia de comparação entre beneficiar-se da internet e beneficiar-se do computador.

Passei mais de 20 anos sem escrever ficção, porque não suportava a máquina de escrever, mesmo aquelas que se diziam eletrônicas. O computador abriu um mundo para mim — se é que o meu umbigo é a coisa mais importante do universo. Pessoalmente, acho que é.

Embora me utilize da internet diariamente, continuo achando que ela é poluidora, não no sentido ecológico, mas espiritual. Dá informações demais, excessivas, inúteis e redundantes. Mesmo a comunicação por e-mail, que aboliu o fax, o telegrama e a carta postal, transformou-se numa correspondência cultural e afetiva maciça, e nem sempre sincera, refletida e consciente.

A facilidade dos desabafos, das confissões, até mesmo da expressão dos sentimentos, protegidos por códigos secretos e relativo anonimato, cria um universo que pode ser duplamente virtual, na forma tecnológica da expressão eletrônica e no conteúdo que deságua no faz de conta da fantasia.

Não há segurança, nem moral nem material, no universo eletrônico. Ele é, sem dúvida, a ferramenta mais importante inventada pelo homem depois da roda. Mas é um instrumento, nada mais do que isso.

Como a roda, a informática está gerando uma nova civilização. É o início de nova era, além e acima do admirável mundo novo, que já está defasado. De seis em seis meses, o mundo novo se torna mais admirável e complexo, diluindo responsabilidades e anulando o indivíduo, que nada tem de admirável, mas lamentável. Como a roda, a internet apenas nos facilita o caminho. Mas não nos aponta um destino.

(extraído de: CONY, C. H. A internet e a roda. Folha de S. Paulo, 20 maio 2010)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

1EM: Estrutura do texto dissertativo

4º bimestre, Atividade 1

Identifique o tema e a tese do texto abaixo e indique onde começam e terminam a introdução, a argumentação e a conclusão.

Salve como 1EM_401_Seu nome e envie para dcordas@terra.com.br, com o assunto 1EM.


Droga e castigo

Vai avançando a tramitação do projeto de lei que reformula o sistema nacional antidrogas. Aprovado na Câmara, o texto agora volta ao Senado. Se mantido em seus traços principais, representará um avanço importante na legislação sobre o tema. A principal inovação que será introduzida é o fim da pena de prisão para os usuários de drogas.

Com efeito, mandar consumidores de drogas para a cadeia é algo que não faz o menor sentido. Parece muito mais acertado, como faz o projeto, diferenciar traficantes de usuários e, para os últimos, reservar sanções mais brandas. As previstas são: advertência, prestação de serviços comunitários e a frequência a cursos sobre problemas causados pelas drogas. É sem dúvida melhor determinar que um jovem flagrado pela polícia com uma pequena quantidade de drogas assista a uma palestra sobre os riscos da dependência do que trancafiá-lo numa prisão, onde ele terá a oportunidade de iniciar uma carreira criminosa no tráfico.

Outro avanço consignado no projeto é o fim do tratamento compulsório para dependentes. Psiquiatras são quase unânimes em reprovar o tratamento compulsório, porque ele simplesmente não funciona. Sem que o dependente esteja disposto a tentar abandonar o vício, tudo será uma grande perda de tempo e de preciosos recursos. Nesse sentido, é correto e oportuno o mecanismo que permite à Justiça indicar, caso o usuário esteja de acordo, uma instituição de saúde onde ele poderá tratar-se gratuitamente. O sentido geral do projeto parece, portanto, bom. Resta saber se o texto final corresponderá a essa expectativa.

Não é demais recordar que uma lei antitóxicos aprovada no final de 2001 também traria avanços, mas a peça estava tão mal redigida e continha tantos erros técnicos que o Executivo teve de vetar 35 dos 59 artigos. Espera-se que, desta vez, a história seja diferente.

(extraído de: Folha de S. Paulo, 13 fev. 2004, p. A2)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

1EM: Poesia e poema


3º bimestre, atividade 4

Reescreva, em forma de poema, o texto que você produziu na última aula, a respeito de suas impressões sobre alguns aspectos da Avenida Paulista (“O que eu amo na Av. Paulista”).

Procure ser o mais fiel possível ao conteúdo de seu texto, sem acrescentar ou desprezar informações, mas fique totalmente livre quanto à forma, à ordem das coisas escritas e ao estilo. O poema pode ou não ter rimas e outros recursos sonoros, à sua escolha.

Salve o texto como 1EM_304_Seu nome e envie-o para dcordas@terra.com.br, com o assunto 1EM.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

1EM: Poesia e poema

3º bimestre, atividade 3

Escreva um soneto que contenha, em qualquer parte do texto, estas palavras: “mas eu quero mais”.

O poema pode ou não ter rimas e outros recursos sonoros, à sua escolha.

Salve o texto como 1EM_303_Seu nome e envie-o para dcordas@terra.com.br, com o assunto 1EM.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

1EM: Poesia e poema

3º bimestre, atividade 2

Os poemas lidos em sala de aula — “Poema de sete faces”, de Carlos Drummond de Andrade, “Com licença poética”, de Adélia Prado, e “Até o fim”, de Chico Buarque — têm em comum, entre outras coisas, o fato de conterem a ideia da anunciação.

Procure redigir, em forma de poema, uma anunciação de você mesmo: como você se vê, que sentimentos você tem sobre a sua vida, como se apresentaria poeticamente aos seus leitores.

O poema pode ou não ter rimas e outros recursos sonoros, à sua escolha.

Salve o texto como 1EM_302_Seu nome e envie-o para o e-mail dcordas@terra.com.br, com o assunto 1EM.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

2º bimestre: recuperação

1EM
Siga a proposta deste link.
Salve como 1EM_R2_Seu nome; envie para: dcordas@terra.com.br, com o assunto R2.

2EM
No livro didático, p. 32-34 (substantivos), responda às questões 2-3, 5-6, 8-13; na p. 57 (adjetivos), às questões 1-5.
Salve como 2EM_R2_Seu nome; envie para: dcordas@terra.com.br, com o assunto R2.

3EM
Elabore um (ou mais) argumento(s) para defender cada uma das teses abaixo, de modo que no mínimo 3 dos tipos de argumentos estudados (no livro didático, p. 303-305) sejam empregados pelo menos uma vez. As teses foram adaptadas de diferentes artigos publicados em abril de 2012 no jornal O Estado de S. Paulo.
Salve como 3EM_R2_Seu nome; envie para: dcordas@terra.com.br, com o assunto R2.
1) Todos os que cedem à corrupção tornam-se seus servidores.
2) Sociedades envelhecidas não têm capacidade de ousar e inovar.
3) Quando os homens de negócios se reúnem, logo começam a arquitetar formas de ganhar mais nas costas dos consumidores.
4) A administração de nenhuma cidade brasileira é tão complexa quanto a de São Paulo.
5) A questão do aborto de anencéfalos tem de ser tratada com cautela, diante da imprecisão do conceito, das dificuldades do diagnóstico e das divergências em torno da matéria.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

7EF/1EM: Poesia e poema

BRUNO TOLENTINO


Ao divino assassino (fragmento)

Senhor, Senhor, o Teu anjo terrível
é sempre assim? Não tens um refratário
à hora do massacre — um mais sensível

que atrasasse o relógio, o calendário?
Ao que parece a todos tanto faz
por quem o sino dói no campanário. [...]


Noturno

Não sou o que te quer. Sou o que desce
a ti, veia por veia, e se derrama
à cata de si mesmo e do que é chama
e em cinza se reúne e se arrefece.
Anoitece contigo. E me anoitece
o lume do que é findo e me reclama.
Abro as mãos no obscuro. Toco a trama
que lacuna a lacuna amor se tece.
Repousa em ti o espanto que em mim dói,
noturno. E te revolvo. E estás pousada,
pomba de pura sombra que me rói.
E mordo teu silêncio corrosivo,
chupo o que flui, amor, sei que estou vivo
e sou teu salto em mim, suspenso em nada.



ADÉLIA PRADO


Explicação de poesia sem ninguém pedir 

Um trem-de-ferro é uma coisa mecânica,
mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,
atravessou minha vida,
virou só sentimento.


Dona doida

Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso,
com trovoada e clarões, exatamente como chove agora.
Quando se pôde abrir as janelas,
as poças tremiam com os últimos pingos.
Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema,
decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos.
Fui buscar os chuchus e estou voltando agora,
trinta anos depois. Não encontrei minha mãe.
A mulher que me abriu a porta, riu de dona tão velha,
com sombrinha infantil e coxas à mostra.
Meus filhos me repudiaram envergonhados,
meu marido ficou triste até a morte,
eu fiquei doida no encalço.
Só melhoro quando chove.


Grande desejo

Não sou matrona, mãe dos Gracos, Cornélia, 
sou é mulher do povo, mãe de filhos, Adélia.
Faço comida e como. 
Aos domingos bato o osso no prato pra chamar o cachorro
e atiro os restos. 
Quando dói, grito ai, 
quando é bom, fico bruta,
as sensibilidades sem governo. 
Mas tenho meus prantos,
claridades atrás do meu estômago humilde
e fortíssima voz pra cânticos de festa.
Quando escrever o livro com o meu nome
e o nome que eu vou pôr nele, vou com ele a uma igreja,
a uma lápide, a um descampado, 
para chorar, chorar e chorar,
requintada e esquisita como uma dama.