quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

2EM: Texto para exercício com substantivos

Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba;
Verdes mares, que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros;
Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa, para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas.
Onde vai a afouta jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fresco terral a grande vela?
Onde vai como branca alcíone buscando o rochedo pátrio nas solidões do oceano?
Três entes respiram sobre o frágil lenho que vai singrando veloce, mar em fora.
Um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano; uma criança e um rafeiro que viram a luz no berço das florestas, e brincam irmãos, filhos ambos da mesma terra selvagem.
A lufada intermitente traz da praia um eco vibrante, que ressoa entre o marulho das vagas:
— Iracema!
O moço guerreiro, encostado ao mastro, leva os olhos presos na sombra fugitiva da terra; a espaços o olhar empanado por tênue lágrima cai sobre o jirau, onde folgam as duas inocentes criaturas, companheiras de seu infortúnio.
Nesse momento o lábio arranca d'alma um agro sorriso.
Que deixara ele na terra do exílio?
Uma história que me contaram nas lindas várzeas onde nasci, à calada da noite, quando a lua passeava no céu argenteando os campos, e a brisa rugitava nos palmares.
Refresca o vento.
O rulo das vagas precipita. O barco salta sobre as ondas e desaparece no horizonte. Abre-se a imensidade dos mares, e a borrasca enverga, como o condor, as foscas asas sobre o abismo.
Deus te leve a salvo, brioso e altivo barco, por entre as vagas revoltas, e te poje nalguma enseada amiga. Soprem para ti as brandas auras; e para ti jaspeie a bonança mares de leite!
Enquanto vogas assim à discrição do vento, airoso barco, volva às brancas areias a saudade, que te acompanha, mas não se parte da terra onde revoa.
(ALENCAR, José. Iracema. cap. I)

quinta-feira, 31 de março de 2016

2EM: Texto enciclopédico

Atividade individual de produção de texto, para avaliação dos seguintes objetivos de aprendizagem:

[Obj.03]: Planejar, produzir, revisar, avaliar e editar textos, levando em conta o gênero e seu contexto de produção, estruturando-os de maneira a garantir a relevância das partes em relação ao tema e aos propósitos do texto. [8,0 pontos]

[Obj.05]: Escrever de modo correto palavras de uso frequente, inclusive no que diz respeito à acentuação. [2,0 pontos]

Elabore um verbete para enciclopédia intitulado Sistema de avaliação do Colégio Notre Dame.

Retome as características de estrutura e linguagem desse gênero textual no livro de Produção de Texto, Módulo 5, capítulos 1 e 2.

Produza o texto em Word e, ao considerá-lo finalizado, cole-o como comentário a esta postagem do blog. Na primeira linha do comentário, identifique-se, informando seu prenome e número.

O texto deve ter de 1.500 a 2.500 caracteres (cerca de uma página do Word, se usado corpo 12 e espaço entre linhas 1,5).

Prazo: quinta-feira, 31/3/2016, 16h20.

quinta-feira, 10 de março de 2016

2EM: Resumo

Ombudsgirl

Roseli Fischmann

Isadora Faber, de 13 anos, aluna de escola pública de Florianópolis, ao criar o Diário de Classe no Facebook trouxe oportunidade de aprofundamento ao debate sobre a qualidade da educação. Usualmente restrito, na mídia, a resultados de Saeb, Prova Brasil, Ideb, indicadores quantitativos que se tornaram familiares a todos, a jovem apontou o papel do desenvolvimento crítico na sua formação como componente dessa qualidade.

Permite, assim, a análise de direitos entrelaçados ao direito à educação. Por exemplo, o direito à liberdade de consciência e o direito à liberdade de expressão. Se para os professores o tema da liberdade de cátedra é incontestável como espaço da liberdade de expressão docente, para os estudantes o tema, embora crucial, não é simples. E o caso de Isadora é exemplar.

O direito à liberdade de consciência implica o direito à formação dessa consciência. Ou seja, é preciso nutrir à consciência, que não se faz sozinha, do nada. Para os que têm oportunidade de estar junto a crianças e jovens, o perigo é a atração pela facilidade de doutrinar, que não guarda nenhuma relação com alimentar consciências, mas com o abandono da ética e das possibilidades democráticas.

A história dos autoritarismos vividos no Brasil, apoiados por processos de doutrinação na escola e na propaganda pública (como o DIP de Getúlio Vargas), marcou a mentalidade da sociedade e deixou uma herança pesada para a escola, que não está lavrada em papel, mas nem por isso é menos atuante.

Se as condições materiais de trabalho nas escolas públicas muitas vezes deixam tanto a desejar, como Isadora deixou às claras, afetando a atuação de cada docente, as marcas do passado também dificultam que seja melhor o trabalho educativo. Observe-se a primeira reação da escola, a de chamar os pais de Isadora para sinalizar os riscos de que a menina continuasse com seu Diário de Classe. Calada e omissa, seria acolhida. Crítica, inconformada e informando o público, era vista como ameaça e, portanto, naquela ótica, merecendo a resposta da retaliação, além de destiná-la, o quanto possível, ao ostracismo no interior da instituição.

Se, por um lado, no Brasil, é crônica a falta de prática de prestar contas do que se faz com o bem público, com transparência, (a mal traduzida accountability), por outro o quadro está mudando. A criação da Comissão da Verdade, ou as transmissões de julgamentos do STF, como o agora em andamento, sinalizam que, à imperiosa necessidade republicana de transparência e correção para os atos públicos, soma-se o direito da sociedade de ser informada de maneira adequada, em tempo real, na sua relação com o Estado. A educação pública é fundada na escola pública, mas vai além, porque é continuada e para toda a vida. Cada um que pode testemunhar a forma como sofrerão consequências os que agiram à margem da lei, desrespeitando o bem público e violaram direitos, recria-se como cidadão em sua cidadania, ao ver a história do País sendo redirecionada pela via da Justiça, do Estado em processo de reflexão e reconstrução. A prática efetiva da Justiça é educativa.

A consciência de Isadora, ao afirmar que a escola pública é paga, sim, pelos que a utilizam, por meio de impostos, sabendo que deve, por isso, cobrar dos governantes, é alvissareira, indicando novos tempos. As redes sociais e, de modo mais amplo, a popularização da internet, trazem novos elementos com os quais a escola ainda não sabe lidar, chegando mesmo a sentir-se frente a dilemas cada vez que surge algo inusitado.

A divulgação de casos dramáticos em que a rede foi usada para fins de violação de direitos de crianças e adolescentes vê-se substituída pela possibilidade do uso construtivo de tão relevante ferramenta. São ainda incipientes as pesquisas a respeito desse importante fenômeno contemporâneo, em especial na forma como atinge crianças e jovens. No caso de Isadora, demonstra um potencial rico, de formação de consciência para muitos e de exercício de liberdade de expressão que não poderia transformar-se, por seu mérito, em ocasião de represália violadora de seus direitos.

A prática de levar a público sua opinião e expor-se, enquanto expõe a realidade escolar em que vive, significa não apenas o exercício e a busca de solução, mas ao mesmo tempo, pela dimensão da publicidade, um paradoxal risco seguro. Porque quantos mais tomaram conhecimento de seu Diário, mais protegida Isadora ficou de que lhe infligissem qualquer arbitrariedade. Habilmente a Secretaria de Educação entrou em campo, amparando a escola e sua diretora, procurando mediar o alegado "dano à imagem" da escola, que nada mais era que a expressão efetiva do que ali se passava. A comparação a um tipo de "ouvidoria", proposta pela secretaria, indica abordagem mais adequada que protege a escola, mas não garante o cotidiano da menina, cujos méritos são tão notáveis quanto o apoio que seus pais lhe deram, mas que pede ainda proteção. Para demonstrar que efetivamente encara Isadora como ouvidora, já que ouvidores ou "ombudsmen" sempre têm garantias em relação ao que fazem e a sua segurança pessoal, a secretaria precisa apoiá-la e valorizá-la. Isadora - felizmente - tem a palavra. Ficamos à espera. 

(FISCHMANN, Roseli. Ombudsgirl. O Estado de S. Paulo, 2 set. 2012)

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

1EM: Biografia

Este texto será produzido por toda a turma. Cada um dos alunos assumirá um dos papéis abaixo indicados, para redigir a

Biografia não autorizada de Josclesom Silva

1ª Etapa: O que todos já sabem ou devem saber

A biografia oficial de Josclesom Silva, riquíssima em detalhes, encontra-se em http://deslogado.blogspot.com.br/2013/10/1em-biografia-producao_22.html; na página, façam a busca por “Biografia de Josclesom”.

2ª Etapa: Revelando novos talentos

5 alunos serão biógrafos, tendo a missão de coletar, com as testemunhas (ou seja, todos os outros colegas), informações sobre um dos períodos da vida atribulada do biografado, redigir essa parte da biografia e publicá-la como resposta a esta postagem (os textos não precisam ser publicados na ordem cronológica dos fatos narrados). Os períodos da vida, com suas testemunhas, são apresentados a seguir.

3ª Etapa: Descobrindo testemunhas onde ninguém poderia imaginar

[Período 1] Primeira infância e vida em família
3 testemunhas: pai, mãe e irmã mais velha

[Período 2] Vida na escola
3 testemunhas: dois colegas que praticavam bullying com o biografado e uma colega que, apaixonada por ele, nunca se declarou

[Período 3] Fase profissional
3 testemunhas: chefe e dois colegas do único emprego do biografado

[Período 4] Primeiro acidente
2 testemunhas do primeiro acidente, cada uma com seu ponto de vista peculiar

[Período 5] Segundo acidente e morte
2 testemunhas do segundo acidente, cada uma com seu ponto de vista peculiar

Cada período da vida deve ter de 20 a 30 linhas no Word (em Arial, corpo 12).
Os textos devem ser publicados aqui, como comentários a esta mensagem, até 5/11/15.
Ao publicarem o texto, usem o título relativo ao período narrado e escrevam em seguida: por nome do aluno, a partir dos testemunhos de nome do aluno, nome do aluno e nome do aluno.

Bom trabalho!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

EF II: Trabalhos elaborados nos projetos de leitura

6EF

Ilíada e Odisseia: powerpoints

6EF_Arthur-Gregorio-JuliaV-Marcela [Poseidon]
https://drive.google.com/file/d/0B2qp9dfYdupnUENUNkNnVWNVSU0/view?usp=sharing

6EF_Clara-Luana-Maria Clara-Yasmin [Atena]
https://drive.google.com/file/d/0B2qp9dfYdupnOEV6VTYwZkNpcFU/view?usp=sharing

6EF_Fernanda-JuliaM-JuliaS-Samara [Zeus]
https://drive.google.com/file/d/0B2qp9dfYdupnS283cEFQVWVmc1E/view?usp=sharing

6EF_Guilherme-Lucas-Madu-Marina-Vitoria [Hermes]
https://drive.google.com/file/d/0B2qp9dfYdupnZE1lbU9GMmRlWUE/view?usp=sharing

6EF_Giovanna-Heitor-Laura-Maria Luiza [Calipso]
https://drive.google.com/file/d/0B2qp9dfYdupnSzVuRXJWVG5nLXM/view?usp=sharing

6EF_Felipe-Igor-Luiz-ViniciusCosta [Helios]
https://drive.google.com/file/d/0B2qp9dfYdupnUkN0RG9nMVVsSG8/view?usp=sharing

7EF
Mohamed: blogs

7EF A
Alice, Luíza, Sérgio: http://kaxorroloko605.wix.com/uma-tragedia
Gabriel C., Giovanna, Maysa: http://guerrasdoafeganista.blogspot.com.br/
Gabriel M., Gustavo, Letícia: http://irracionalidadedaguerra.blogspot.com.br/
Gabrieli, Maria Clara, Lui: http://noticiamohamednd.blogspot.com.br/
Heloísa, Joana, Yuji: http://guerraafega.blogspot.com.br/
Kauan, Lorena, Luccas: http://guerradoafeganistao.blogspot.com/

7EF B
Adrielle, Caio Diniz, Gabriel, Roberta: http://omeninoeaguerra.blogspot.com.br/
Beatriz, Giovanna, Pedro, Rafaela: http://rivalidadereligiosa.blogspot.com.br/
Caio Del Nery, Claudia, Isabella, Pietro, Victor: http://ocaminhaparaaguerra.blogspot.com.br/
Carolina, Fernanda, Rafael, Vinícius: http://guerrablogs.blogspot.com.br/


8EF
Frankenstein: roteiros teatrais

8EF_Andre-Bruna-Cesar-Davi-Jade
https://drive.google.com/file/d/0B2qp9dfYdupnTnYtX1FPV3FZOEU/view?usp=sharing

8EF_Camila-Cecilia-Gustavo-Santiago-Vinicius Mello
https://drive.google.com/file/d/0B2qp9dfYdupnMTNfQUlRU2EyUzA/view?usp=sharing

8EF_Carolina-Gabriella-Tatiana-Teodoro-Vinicius Silva
https://drive.google.com/file/d/0B2qp9dfYdupnaDl0RnBXZlpuQms/view?usp=sharing

8EF_Diogo Bonilha-Guilherme-Lucas-Maria Fernanda-Nicoli
https://drive.google.com/file/d/0B2qp9dfYdupnU0NTaFRibEE3MjA/view?usp=sharing

8EF_Diogo Madeira-Eduardo-Giovanna-Maria-Yasmin
https://drive.google.com/file/d/0B2qp9dfYdupnRmRBYzFNbmpKMEU/view?usp=sharing

segunda-feira, 8 de junho de 2015

6EF a 9EF: Projeto escrito para a Olimpíada Unesco (fase 1: fundamentação teórica)

O projeto escrito antecede a ação que cada grupo pretende realizar na Olimpíada Unesco 2015. Nele são apontados o tema, as justificativas para tratar desse tema e executar a ação pretendida, as ideias em que se baseia essa ação, o modo como a ação será posta em prática.
A seção do projeto escrito em que aparecem as ideias em que se baseia a ação pretendida se chama fundamentação teórica. Para redigi-la, lemos textos de diferentes autores e reunimos em nosso próprio texto os conceitos mais relevantes a respeito dos assuntos gerais e específicos implicados no projeto.
No projeto para a Olimpíada Unesco, a fundamentação deve ter no mínimo 3 (três) e no máximo 5 (cinco páginas).
Escrevam o texto no Word, em página de formato A4, com margens superior e esquerda de 3 cm cada, e inferior e direita de 2 cm cada. A letra deve ser Arial ou Times New Roman, corpo 12, espaço entre linhas 1,5, alinhamento justificado. Se nenhum dos integrantes do grupo souber como usar essas formatações, o professor ajudará.
Salvem o arquivo com um nome semelhante a este: 6EF_Unesco_Joao-Jose-Maria-Pedro (disponham os nomes dos integrantes em ordem alfabética; se houver nomes repetidos na turma, acrescentem uma letra ou palavra para distinguir).
Gravem o arquivo no pendrive e, por segurança, mandem por e-mail para um ou mais integrantes do grupo.

Roteiro de produção
Para produzir a fundamentação teórica em grupo, são necessários estes passos:
  1. busca de diferentes fontes em que se fale dos assuntos relacionados ao tema do trabalho (são possíveis fontes: livros, revistas especializadas, artigos publicados on-line, monografias, dissertações, teses);
  2. seleção, entre as fontes encontradas, das mais úteis ao trabalho;
  3. leitura e fichamento (resumo, anotação dos pontos-chave) desses textos, preservando sempre a indicação bibliográfica da fonte consultada;
  4. digitação dos fichamentos e das indicações bibliográficas (referências), visando seu aproveitamento no texto da fundamentação; cada integrante do grupo deve trazer sua parte em pendrive ou arquivo anexo ao e-mail;
  5. partilha dos fichamentos, para decisão, em grupo, do que será aproveitado e da ordem de uso dos conteúdos;
  6. articulação do texto, para que não seja uma espécie de colagem de vários pedaços sem ligação;
  7. revisão, para que o texto final seja coeso e coerente;
  8. revisão das referências, que devem ser completas e dispostas em ordem alfabética do sobrenome do autor.

Modo de citar as fontes consultadas
Ao escrever o texto, há uma forma bastante usada para apontar a fonte de onde foram extraídas as informações. É o chamado sistema autor-data, em que se indica o sobrenome do autor e o ano em que o texto foi publicado. Exemplos:
  • Segundo Silva e Domingues (2008), a facilidade para acessar diferentes assuntos por meio da internet tem tornado o plágio — reprodução indevida de textos alheios — um grande problema nas instituições de ensino.

ou
  • A facilidade para acessar diferentes assuntos por meio da internet tem tornado o plágio — reprodução indevida de textos alheios — um grande problema nas instituições de ensino (SILVA; DOMINGUES, 2008).

Na seção “referências”, ao final do projeto, aparecerão as indicações bibliográficas completas. No caso do exemplo dado, elas seriam:
  • SILVA, A. K. L.; DOMINGUES, M. J. C. S. Plágio no meio acadêmico: de que forma alunos de pós-graduação compreendem o tema. Perspectivas Contemporâneas: revista eletrônica de ciências sociais aplicadas, Campo Mourão, v. 3, n. 2, p. 117-135, ago./dez. 2008. Disponível em: <http://www.revista.grupointegrado.br/revista/index.php/perspectivascontemporaneas/article/view/448/247>. Acesso em: 8 jun. 2015.

Percebam que os detalhes das citações e referências são padronizados: usam-se maiúsculas só na inicial, quando o nome do autor vem fora do parêntese; todas as letras são maiúsculas quando esses nomes aparecem dentro do parêntese; nas referências, o uso da pontuação é sempre o mesmo e, quando se usa um texto publicado na internet, sempre são indicados o endereço (http...) e a data de acesso. Mesmo que vocês não aprendam agora todas as regras, pensem que conhecê-las será importante quando estiverem na universidade e também em estudos que fizerem depois.

Citações indiretas e diretas
O mais comum e recomendado no texto da fundamentação teórica é reescrever as ideias lidas com as nossas palavras. Isso se chama citação indireta. Exemplo:
  • Segundo Silva e Domingues (2008), a facilidade para acessar diferentes assuntos por meio da internet tem tornado o plágio — reprodução indevida de textos alheios — um grande problema nas instituições de ensino.

Em alguns casos, porém, podemos achar necessário usar as próprias palavras do autor lido, porque ele dá uma definição muito boa e difícil de reescrever, por exemplo. Nesse caso, faremos uma citação direta, que deve aparecer entre aspas. Exemplo:
  • “Com o advento da Internet e da facilidade de acesso a bancos de dados dos mais variados assuntos, o plágio está se tornando um grande problema, principalmente, no meio acadêmico” (SILVA; DOMINGUES, 2008, p. 118).

Texto bem construído
Vocês produzirão a fundamentação teórica como um texto pelo qual qualquer leitor poderia conhecer melhor o assunto tratado. Para que isso seja possível, o texto deve ter uma lógica.
Normalmente, divide-se o texto em blocos de assuntos, mesmo que eles não sejam separados por títulos. Não há um padrão, mas para cada assunto três ou quatro parágrafos podem bastar.
É bom começar pelo conceito e depois completar o texto com informações e explicações. Exemplo:
  • Não é de hoje que o ato de copiar ou de se apropriar indevidamente de obras intelectuais vem acontecendo. O plágio existe desde o início da literatura, mas só recebeu a devida atenção quando a “usurpação literária” começou a gerar prejuízos econômicos aos autores. Os plagiários publicavam livros utilizando-se do conteúdo intelectual de outros autores, tornando o plágio uma atividade econômica propriamente dita (GOMES, 1985).

No começo do texto, o autor define plágio (“o ato de copiar ou de se apropriar indevidamente de obras intelectuais”). Em seguida, acrescenta a informação de que o plágio se tornou preocupante quando começou a prejudicar economicamente os autores. Logo depois, ele aprofunda a informação, explicando de que forma esse prejuízo acontecia: livros inteiros eram publicados com cópias, e o dinheiro ia para quem copia e não para os verdadeiros autores das ideias. Para terminar, o autor cita a fonte dos conteúdos que ele usou para escrever o parágrafo: (GOMES, 1985).

quarta-feira, 13 de maio de 2015

7EF: Entrevista

Nesta atividade, em que estamos treinando o gênero textual “entrevista”, você deu ou deveria ter dado os passos apontados a seguir. Confira se cumpriu tudo o que está nesta relação e cumpra o que estiver faltando.

1) Você fez perguntas básicas ao colega que lhe serviu de entrevistado, numa espécie de pré-entrevista, anotando no caderno informações que lhe permitiram conhecê-lo um pouco mais e encontrar algo da sua personalidade, dos seus gostos, dos seus sonhos, que servisse de tema principal para a entrevista propriamente dita. O seu colega fez o mesmo com você.

2) Você elaborou até 5 (cinco) questões que serviram de roteiro para a entrevista, com uma lógica que você construiu a partir da pré-entrevista e do que já conhecia sobre este gênero e também estudou recentemente na disciplina Produção de Texto.

3) Você gravou a entrevista com o colega que lhe serviu de entrevistado, usando um celular ou outro aparelho eletrônico. Seu colega fez o mesmo com você.

4) Você e seu colega transcreveram a entrevista feita por cada num arquivo de Word; as duas podem estar no mesmo arquivo ou separadas.

5) Você e seu colega conferiram se no texto de cada um está bem claro quem é o entrevistador e quem é o entrevistado, para não haver confusões na hora da avaliação feita pelo professor.

6) Você e seu colega escreveram uma introdução para a entrevista de cada um, em que apresentaram o entrevistado e anteciparam brevemente do que trataria a entrevista.

7) Cada um de vocês deu um título para a entrevista que fez; o título de uma entrevista muitas vezes se baseia numa frase marcante dita pelo entrevistado.

8) Você salvou seu arquivo com o seguinte nome: 7EF_Nome do(s) aluno(s) (p. ex.: 7EF_Jose, sem acento mesmo; ou 7EF_Jose e Maria).

9) Você enviou seu arquivo para o seguinte e-mail: dcordas@terra.com.br; assunto: 7EF.

10) Você fez tudo isso até 14/5/15, se é do 7º A, ou 15/5/15, se é do 7º B. Somente quem faltou em alguma das aulas tem direito a um prazo maior, e deve combiná-lo com o professor.

Pronto! Sua atividade de produção de entrevista está completa!